sexta-feira, janeiro 27, 2006

Futebol: Dinheiro x Amor pela camisa

Quem não se lembra de épocas áureas do futebol, onde cada time tinha seus ídolos que honravam a camisa, com brio e amor, sem se preocupar com dinheiro? Quem nao se lembra de Leônidas da Silva no São Paulo, Vladimir no Corinthians, Pelé no Santos, Leivinha no Palmeiras? Esses profissionais, além de diversos outros grandes jogadores, demonstravam um amor pelos seus clubes que hoje em dia dificilmente se ve.

Infelizmente hoje isso não ocorre mais, e cada dia que passa os jogadores brasileiros estão seduzidos pelos euros e acabam por não dar valor aos clubes que estão. Eu nao acho errado querer jogar fora do país e buscar uma independência financeira, mas que seja feito com clareza e decência, e nao como por exemplo o Sr. Grafite e o Sr. Amoroso fizeram com o São Paulo. O primeiro alegou que a ida para o Le Mans da França foi o fato da Diretoria nao ter valorizado ele; ora, Grafite, quem é que cuidou de você quando operou o joelho? Quem te deu todo o respaldo jurídico no processo contra o Desabato? Quem é que confiou em você e o levou ao Mundial do Japão? Se isso nao é valorizar, eu nao sei mais o que é. Além disso, o Tricolor te ofereçeu um baita salário para renovar, só que a ganância falou mais alto ao ponto de você entrar na justiça contra o clube que te deu um baita apoio. Agora, meu amigo, vá para a França, só que saiba que fechou a porta de um grande clube. E não adianta depois pedir para voltar, pois para a torcida, você nao tem mais vez no Morumbi. No caso do Amoroso, a diretoria fez tudo o que ele tinha pedido, só que ele preferiu dar um chapéu em todo mundo e sem falar nada, assinou com o Milan. Que coisa patética, hein, Amoroso? Em um dia diz uma coisa, e no outro faz outra. Sem comentários.

Eu fico realmente muito chateado com atitudes dessa natureza, e concluo: o futebol nao é mais movido pela emoção e sim pelo dinheiro.